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A ovelha negra da família

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Amizade,
Conversava, neste domingo, com a Primeira e Única Dama do meu barraco, sobre os jogos que apontariam o campeão brasileiro de futebol. Eu dizia       que, a julgar pelas conversas ouvidas durante a semana, estavam todos contra o meu Corinthians.
Lembrei que lá na porta da loja onde trabalho como vigilante, uma simpática adolescente elogiou a nossa cidade de São Paulo, mas disse que adorava a cidade dela, o Rio de Janeiro. Respondi à loirinha de bonitos olhos azuis que estive no Rio de Janeiro apenas uma vez, naquela histórica invasão de corintianos que foram assistir à semi-final do “Brasileirão”, contra o Fluminense.
Aí, a garota deixou de ser simpática. Foi “traíra”, mesmo! “Eu sou torcedora do Fluminense e quero que o Vasco seja campeão!” Foi então que conclui que todos estão contra o meu Corinthians.
Fiz esta observação, cá em casa, para a Dona Carminha, que respondeu: “Até o seu neto!”
Pois é, amizade. Numa família onde eu, meus quatro filhos, um genro e uma neta são corintianos, o pequeno Matheus, de 4 anos, resolveu torcer para o São Paulo e brigar para vestir a camisa do time. Sugeri à filha e ao genro que não contrariassem a vontade do menino, mas que colocassem o pimpolho diante da TV para assistir ao jogo decisivo, entre Corinthians e Palmeiras. Quem sabe, a festa dos torcedores pela conquista do título, seja com uma vitória, empate ou derrota corintiana (desde que o Vasco também tropece) acabe fazendo o netinho a mudar de clube?
Amizade, eu só quero que reine a paz na nossa família!!!
PS: Concluí este texto quando terminava o Esporte Espetacular, da Rede Globo, com uma reportagem sobre a morte do jogador Sócrates, que vestiu a gloriosa camisa do Corinthians. Confesso que chorei, não pelas maravilhosas partidas de futebol assistidas durante a carreira deste grande atleta, mas pelo engajamento dele na campanha pelas eleições “Diretas Já”. E esse engajamento de Sócrates teve início com a sua liderança na chamada “Democracia Corintiana”, que levou o time a gloriosas conquistas, valorizadas pelo seu criativo “toque de calcanhar”.
Amizade, o idealista Sócrates deve servir de exemplo e símbolo para o início de uma nova luta dos brasileiros, por uma política limpa, pelo fim da corrupção e pela condenação exemplar de corruptos e corruptores.
O recado vale também para a minoria de baderneiros da USP (Universidade de São Paulo) que, hoje, em greve, são párias, sem bandeira e sem causa.

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