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Considerações sobre coronelismo e clientelismo

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Amizade, é curioso como certas pessoas procuram distorcer a verdade, a fim de satisfazer seus interesses, muitas vezes condenáveis, porque não são voltados para o bem da comunidade.

É um direito de qualquer cidadão, assegurado pela Constituição, a manifestação de opinião sobre fatos ou iniciativas que considere obscuros e que possam prejudicar a população. Ocorre que quando as opiniões dos cidadãos de bem colidem com os interesses de pessoas que se consideram acima de qualquer suspeita, os críticos são acusados de estar preocupados apenas em obter popularidade ou votos. Respostas claras e objetivas não são fornecidas, pelo simples motivo de que não existe um programa administrativo, que estabeleça um cronograma de ações, obras e benfeitorias para o bem coletivo.

Quando certas pessoas que tem seus interesses afetados reagem com acusações, caras feias ou pedradas, é porque foram surpreendidas pisando em falso. O que se espera de uma administração são obras que solucionem problemas crônicos da comunidade, sem distinções partidárias, porque todos os munícipes pagam impostos. Assim sendo, é de lei que todos recebam melhorias públicas, ao contrário do que acontece atualmente aqui em Fartura, quando todos pagam, mas apenas uns poucos são beneficiados com benfeitorias.

É de extrema importância para o município a construção de 263 novas casas populares, da mesma forma como é merecida a pavimentação de todas as ruas da Vila Nossa Senhora de Fátima. Só que é igualmente essencial a construção do novo Armazém Comunitário, cuja verba chegou a Fartura há três meses e está se desvalorizando numa conta bancária. Uma boa administração se faz também por meio de investimentos na saúde pública, com a contratação de médicos em especialidades das quais o município tem carência crônica, como a pediatria.

É curioso como certos políticos daqui hipotecam solidariedade à luta pela reabertura do Hospital Regional de Avaré, mas não fazem nenhum gesto em prol da valorização da Santa Casa de Fartura. Sem entrar no terreno do bairrismo, é preferível que os doentes sejam tratados aqui mesmo em Fartura, perto dos seus familiares, do que serem obrigados a enfrentar uma viagem que pode ser fatal. Com isso, se obteria uma grande economia de combustível e as ambulâncias deixariam de ser urnas eleitorais ambulantes, onde tem mais valor o voto do doente do que sua própria doença.

O coronelismo e o clientelismo políticos precisam ser enterrados de vez, porque provaram ser incapazes de solucionar os problemas que a população enfrenta no seu dia a dia. Melhor que uma grande obra de pequena utilidade pública são várias pequenas obras que beneficiem a todos com igualdade, justificando dinheiro investido nelas. Acima de tudo, são preferíveis administradores que respeitem as opiniões alheias e respondam com dados concretos e objetivos, do que aqueles que se escondem atrás do silencio ou das ofensas.

Amizade, pense nisso antes de começar a fazer cara feia só porque não gostou do meu comentário. Eu não falei para ofender. Foi só para esclarecer.

Fartura, julho de 1991

(PS em 2011: Qualquer semelhança com a decisão atual do PT de patrulhar a imprensa brasileira terá sido mera coincidência)

 

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