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Considerações sobre o bem e o mal

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    “Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada”.
    Esta é uma citação atribuída ao britânico Edmund Burke (12 de janeiro de 1729 - 9 de julho de 1797) estadista, escritor, autor, orador e filósofo político. Temperamento impetuoso e pouco inclinado à sistematização, Burke não escreveu nenhum tratado sobre teoria política. Seus pensamentos são expostos em cartas, discursos, panfletos e obras de circunstância. Expressa-se através de aforismos, por efusões líricas ou polêmicas, visando a maior parte das vezes a um resultado prático.
    Outra variação do mesmo pensamento de Burke: “O mal só triunfa quando as pessoas de bem se omitem”. Tem, ainda, mais uma versão, como as outras pinçadas de textos divulgados via internet: “Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada”.  
    Amizade, a “cachoeira” de corrupção que, há algum tempo, toma conta da classe política brasileira, tem origem na omissão das “pessoas de bem”, mais preocupadas com o seu próprio bem estar do quem com a felicidade geral da Nação. "Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco” escreveu Burke. Eu completo, com um pensamento meu: “Não tenho poder para consertar o mundo, mas posso contribuir para ajudar a melhorá-lo”.
    Vamos à luta, companheiro (no bom sentido). O Título de Eleitor é a sua principal arma. "Não se pode planejar o futuro pelo passado”, lembrava o pensador britânico há mais de 200 anos. Então, aproveite o seu voto para mandar para a lixeira da história o político que prometeu lutar por você, mas só se preocupou em aumentar o próprio patrimônio. Neste caso, vale recorrer a outra citação de Burke: "É o medo o mais ignorante, o mais injusto e cruel dos conselheiros." Então, tenha a coragem de chutar o balde que abriga os aproveitadores das benesses do Poder para empregar parentes e amigos, como forma se perpetuarem no cargo e de aumentar suas contas bancárias.
    Amizade, o personagem que deu origem a este texto lembrou também que "Quanto maior a força, tanto mais perigoso o abuso" e avisou que "As más leis são a pior espécie de tirania." E entre tantas outras citações, Edmund Burke sentenciou: "A imprensa é o quarto poder."
    É por isso que, aqui no Brasil, certo segmento político que busca o poder total insiste no “controle social da imprensa”. Recorrendo, mais uma vez, ao pensador britânico, eu lembro que "Aquele que nos combate, fortalece nossos nervos e aguça nossas habilidades. Nosso oponente é nosso colaborador."
    Amizade, Burke diz que "Há, sempre, um limite além do qual deixa de ser virtude a tolerância." 
E então? Vamos à luta, companheiro (de imprensa)?

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