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Pensamento da semana

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“Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, fico pensando se a burrice não é uma ciência.”
Autor: Rui Barbosa
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Ética jornalística e oligarquias
Amizade, este é o titulo de um artigo publicado em 28/07/1994, na página 3 do jornal Folha de São Paulo. Passados 16 anos desde a sua publicação, ele retrata bem o que se passa no Brasil de hoje, onde um presidente da República ataca a imprensa a todo momento, mas silencia sobre o trabalho condenável de jornalistas contratados pelo seu partido para preparar dossiês contra adversários políticos. O autor do texto é Roberto Romano (1), professor titular de Filosofia Política da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O articulista faz uma interessante analise do papel do jornalista, vítima freqüente de agressões por denunciar maracutaias de políticos de plantão. O autor diz que caluniar jornalista é o esporte favorito dos integrantes das oligarquias brasileiras, que vão dos conservadores explícitos aos progressistas de face dupla. E afirma que, acostumados aos pactos secretos, nossos líderes esquecem que o regime democrático desenvolve sua atividade em público, sob os olhos de todos. Alegres quando desfrutam suas benesses, os oligarcas patrícios tornam-se irados ao perceberem que a face escura aparece sob a fantasia arlequinesca.
Para o professor Roberto Romano, o povo erra com seus líderes, mas o jornalista que erra tem culpa maior, porque não tem a desculpa da ignorância e do poder. Por isso, ele considera que o jornalista que não indaga, que não critica, por medo ou cumplicidade, é mais um na lista dos corruptores.
Amizade, qualquer semelhança com fatos ou pessoas da vida real terá sido mera coincidência.
(Sizemar Silva, em 28/07/1994, na FM Voz do Vale, hoje Nova Voz FM – Fartura/SP)      
 1 - O autor Roberto Romano da Silva é Professor titular de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor de Ética, também pela Unicamp. Doutor em Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e membro do Instituto de Filosofia e de Ciências Humanas da Unicamp, é autor dos livros "Brasil, Igreja contra Estado", de 1979, "Copo e Cristal, Marx Romântico", de 1985, e "Conservadorismo Romântico", de 1997.

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