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Que país é esse?

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O embaixador Eduardo Saboia, encarregado de negócios da embaixada do Brasil na Bolívia, foi punido por causa de um gesto humanitário que engrandece o Itamaraty. O diplomata ajudou a vir para o Brasil o senador oposicionista boliviano Roger Pinto Molina, que permanecia cerca de 15 meses asilado na representação diplomática brasileira em La Paz, enquanto os governos de Evo Morales e Dilma Rousseff faziam de conta que negociavam um salvo conduto para ele. Saboia perdeu seu cargo diplomático em La Paz.

Já o deputado Natan Donadon, eleito pelo PMDB de Rondônia, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e formação de quadrilha, foi generosamente premiado por parte dos seus “nobres colegas” da Câmara Federal. O “nobre” parlamentar, recolhido a um presídio de Brasília, escapou de ter o mandato cassado, mesmo não podendo comparecer às sessões legislativas. Um suplente foi nomeado para o lugar dele.

Será que “Sua Excelência”, o ainda “deputado” Natan Donadon, continuará tendo direito ao fôro privilegiado, reservado aos nossos políticos, se vier a cometer alguma nova infração penal, mesmo estando atrás das grades?

E para envergonhar ainda mais os brasileiros, um ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Toffoli, está envolvido em uma estranha operação financeira. Ex-advogado do PT e ex-funcionário da Casa Civil no governo Lula, por quem foi nomeado para o STF, Toffoli conseguiu um empréstimo de R$ 1,4 milhão, em condições especialíssimas, no Banco Mercantil do Brasil. Com salário de R$ 18,2 mil no Supremo Tribunal Federal, ele vai pagar parcelas mensais de R$ 16,7 mil ao BMB, banco que, por coincidência, tem duas ações judiciais no STF sob a responsabilidade do seu cliente ministro.

Do alto do seu pedestal, Toffoli não fala sobre suas outras eventuais fontes de renda, da mesma forma como considera normal cuidar das ações judiciais do banco que lhe concedeu o generoso empréstimo, bem como se considera insuspeito para julgar os envolvidos no caso do mensalão, alguns dos quais membros do PT, partido que já foi seu patrão.

Perguntar não ofende: até quando certas “autoridades” vão continuar desafiando a paciência da população, que já foi às ruas para pedir, entre outras coisas, ética, honestidade e transparência de políticos e governantes?

 

Sizemar Silva, jornalista

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