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Uma bela lição de cidadania

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      (Texto final sobre a viagem do casal Sizemar-Carminha à Serra Gaúcha)
 

     O bom exemplo vem lá das cidades de Canela e Gramado.

     Além das atrações naturais, excelentes restaurantes, fábricas de chocolate caseiro e vinícolas de prestígio, o sistema de tráfego de veículos nessas cidades também surpreende agradavelmente quem é obrigado a conviver com o caótico trânsito de São Paulo. Apesar da inexistência de semáforos, não ocorrem congestionamentos e o risco de acidentes provocados pelos motoristas é muito remoto. Isto porque eles respeitam uns aos outros, cedendo a passagem com a maior naturalidade. Também não se ouve o barulho de buzinas, seja nos cruzamentos ou nas vias secundárias das duas cidades. Silêncio total no trânsito, ao contrário da preocupante poluição sonora que os veículos provocam nas congestionadas vias públicas de São Paulo e outras cidades brasileiras.

    Além disso, o trânsito nas cidades turísticas gaúchas que visitamos tem uma outra característica, ainda mais importante: o pedestre tem a preferência sobre os veículos. Basta parar à beira da calçada, diante de uma faixa de travessia de pedestre, que os motoristas param para deixar o cidadão atravessar. Já quem prefere atravessar uma via pública fora das faixas não tem essa preferência. Isso contribui para conscientizar o cidadão a respeitar as leis de trânsito, em benefício da sua própria segurança.

    Quem ganha com essa prática não são apenas os moradores de Canela e Gramado, mas principalmente seus visitantes, que conseguem, assim, se livrar do barulho das buzinas e do trânsito caótico das suas cidades. Apesar das muitas caminhadas, a estadia de quatro dias em Canela, com incursões a Gramado, foi repousante, revigorante e repleta de lições de cidadania. Representou um adeus temporário ao estresse.

   Em Gramado, um posto de combustível emprega uma adolescente com necessidades especiais. Cada cliente que chega é recebido por ela com um saquinho de deliciosas pipocas. Reação de uma mulher que parou para abastecer o carro: "Eu não resisto a essa pipoca. Ainda vou acabar engordando de tanto parar neste posto". Mesmo chegando a pé, ao entrar na lanchonete do estabelecimento fui brindado com esta agradável cortesia, que me fez voltar ao tempo das pipocas no cinema, durante as matinês domingueiras.

    São bons exemplos como como os que presenciamos em Canela e Gramado que merecem ser imitados. Eles tornam bem melhor a vida dos cidadãos.

     Pense nisso, amizade.



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