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"Que fiquem com ele!"

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O fato é verídico. Aconteceu dias atrás numa escola pública do centro velho de São Paulo. Escrevo com base em relatos de testemunhas oculares. Seus nomes serão omitidos, para evitar retaliações. Também omitirei a identidade do personagem principal, porque poderá ser vítima de bullyng.

A mãe de um aluno, desesperada, telefonou para a escola, perguntando se o filho estava lá. Ela dizia ter recebido uma ligação de alguém que informava que o garoto, de 12 anos, havia sido sequestrado. O motivo da ação criminosa não foi revelado pela mãe. O caso foi levado imediatamente ao conhecimento do diretor da escola. Ele saiu atrás dos professores para saber se o garoto tinha ido à escola naquele dia. Um dos educadores contou que tinha visto o estudante na sala de aula. Como era hora do recreio, um colega de classe foi atrás da “vítima de sequestro”. O estudante foi levado à presença do diretor, que ligou para mãe. O filho foi colocado em contato com ela, para tranquilizá-la. “Mãe, eu estou aqui na escola”, disse o estudante.

Foi um final feliz, para uma situação preocupante. Mas, e sempre tem um mas... Ficaram algumas perguntas, como: teria sido ação de alguém desejando obter dinheiro fácil, forjando um falso sequestro, como já aconteceu anteriormente em São Paulo, ou apenas uma brincadeira de criança? Não se sabe. O certo é que algumas pessoas que souberam do episódio reagiram de forma inusitada. “Foi sequestrado? Quem fiquem com ele! Prá que ter de volta um aluno bagunceiro e pouco aplicado, que só serve de mal exemplo para os demais?”.

Amizade, será que já não está na hora de rever os seus conceitos sobre comportamento? Um dia, alguém pode pensar a mesma coisa a seu respeito.



 

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