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Eu, em Fartura, entre tapas e beijos

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Amizade, estou em Fartura, mais uma vez, para curtir Natal e Ano Novo ao lado e junto de uma gente especial.

Escrevo estas mal traçadas linhas, neste momento, em guardanapos de mesa, no Bar e Empório São Sebastião, do meu compadre Tião, na Rua José Casemiro. Meu compadre, marido da Dona Zenaide, quituteira de mão cheia está, neste momento, acamado, por causa de uma inesperada operação de hérnia. Mas a freguesia do seu estabelecimento continua a mesma: alegre, brincalhona, irreverente e despreocupada, pelo menos naquele ambiente, onde não se fala de desgraça.

Saboreando meu aperitivo predileto, o “rabo de galo” (com Cynnar, Velho Barreiro e gelo) ouço estórias e causos que alegram e fazem rir os frequentadores de todas as idades do “nosso boteco”. Em meio à prosopopeia dos fregueses, ouve-se o som da guerreira Rádio A Voz do Vale, agora com o nome artístico de “Nova Voz FM”, transmitindo “Cantinho Sertanejo”, um dos raros programas que nos livra da invasão de músicas religiosas na sua programação. Excesso religioso que acabou com a minha alegria de, ao chegar no trevo de Piraju, em visita a Fartura, buscar no rádio do carro o som da Nova Voz para ouvir boas músicas, de todos os gêneros.

Mas acredito em Papai Noel.

Creio que ainda vou ver meu compadre Bastião atrás do balcão do seu (nosso) estabelecimento contando “causos” que divertem seus fregueses, e que o Bom Velhinho vai presentear os ouvintes da Nova Voz FM com uma programação menos enfadonha e mais agradável para todos e não apenas para alguns poucos. Afinal, merece respeito e muito carinho uma rádio que nasceu enfrentando tantas resistências de alguns políticos retrógrados dos anos 1980, resistiu a pressões de gente que foi pedir ao então governador Orestes Quércia para barra-la, mas acabou subindo a serra e atravessando o alagado, para divulgar as boas coisas de Fartura e região.

Não só respeito e consideração, mas um futuro melhor do que pedir dinheiro aos ouvintes para que um programa permaneça no ar.  Quem sustenta programa radiofônico é patrocinador, não ouvinte. Apelar ao ouvinte é um tipo de mercenarismo condenável, bem diferente daquele episódio envolvendo a então Voz do Vale FM em que o então Pároco Gorgônio foi acusado injustamente por um pasquim da cidade de mercenário. Eu contestei a acusação no noticiário da Nossa Voz, fui processado, paguei uma multa simbólica e o nosso pároco competente acabou virando bispo. E o que tem a dizer os nossos detratores?

Essa era a “Nossa Voz”: atuante, combativa, educadora...

Essas considerações são resultado de uma rápida visita, neste sábado, 23 de dezembro de 2017, ao estabelecimento do meu compadre Tião, onde eu ouvi a voz do povo ao som do  “Cantinho Sertanejo”. E comprovam o que sempre dizia ao final da tarde no “Hora da Notícia”: bar só é antro de perdição para quem já está perdido. Para os demais frequentadores, felizmente a maioria, é um lugar onde se encontra amizade, conhecimento e troca de experiências.

Boas Festas, amizade.

 

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