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Imprensa sensacionalista

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              Amizade,

Uma historinha em quadrinhos publicada no jornal “O Estado de São Paulo” faz uma critica bem humorada à imprensa sensacionalista.
Um moleque decide brincar de jornalista, com a ambição de fazer uma reportagem de primeira pagina. O guri vai atrás da mãe e pergunta: “o que a senhora está preparando para o jantar?”. Depois de ouvir a mãe dizer que está limpando um peixe, a imitação de jornalista bola a seguinte manchete: ”Mãe assassina esquarteja animal inocente! Família devora a vítima em ritual sangrento!”.
A historinha é oportuna, porque alerta os leitores para um certo tipo de imprensa chamada “marrom”, sem compromisso com a verdade, mais preocupada com manchetes sensacionalistas, fofocas e ofensas, além de ser especialista em puxar o saco de políticos e novos ricos de plantão, ávidos por aparecer a qualquer custo. Se você for um leitor atento, verificará que esse tipo de imprensa não perde a oportunidade de dizer que é imparcial, que não tem vínculos econômicos com ninguém e que só divulga notícias claras e verídicas. Quando esse tipo de imprensa apela para o autoelogio e a autodefesa, está menosprezando a capacidade de julgamento dos seus leitores, tentando induzi-los a engolir sua opinião como sendo a única que tem valor.
Fico pensando que o moleque imitador de jornalista criaria uma manchete bem interessante para a sua primeira página, quando fosse informado que comi pato assado lá em casa no almoço do último domingo. Uma vez que aqui na Voz FM temos um funcionário, o excelente apresentador José Edson, que também atende pelo carinhoso apelido de Kid Pato, o imitador de jornalista publicaria a seguinte manchete no jornal que diz não usar qualquer maquiagem: “Patrão sanguinário executa funcionário exemplar! Vítima é imolada para saciar a fome da família do empresário desumano!”
Com certeza, o que estaria garantido mesmo é o sustento da imitação de jornalista, porque juntando à manchete sensacionalista a charge de um pato no espeto, ele conseguiria aumentar as vendas do seu “jornal”, digno representante da imprensa mal escrita.
Informo que qualquer semelhança com pessoas ou fatos da atualidade, de Fartura e região, não terá sido mera coincidência.

(Fartura/SP, em 07/02/1991)

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