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Modernizando os costumes

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Amizade,

Um convite de casamento me faz lembrar uma conversa entre amigos, ocorrida há alguns dias. O tema era o velho costume de se vender pedaços da gravata do noivo, durante a recepção aos convidados, para aumentar o dote do casal. Como se sabe, em muitos casos o dinheiro arrecadado com essa prática ajuda os nubentes (bonito, não?) a reforçar o caixa para pagar os custos do casamento ou então para realizar a sonhada viagem de lua de mel. Enquanto alguns criticavam esse costume (porque não gostam de abrir a mão nem para cumprimentar os conhecidos), outros o defendiam ferrenhamente.

Eu penso de outra maneira. Acho que a velha prática não combina mais com o nosso tempo onde, aparentemente, temos uma igualdade entre os sexos. Por isso, defendo que além da gravata do noivo, alguma coisa da noiva também deve ser cortada e ter seus pedaços oferecidos aos convidados (A esta altura já tem gente pensando bobagem). O que eu proponho é que sejam oferecidos às mulheres presentes ao casório os dedos das luvas da noiva. Ou então pedaços do véu ou da grinalda. É evidente que outras partes da vestimenta nupcial também podem ser repartidas, dependendo das necessidades do casal de pombinhos. Alguns casais, mais necessitados de dinheiro, podem permitir avanços que outros, em boa situação financeira, nem ousarão pensar. Por exemplo: leiloar pedaços da calcinha da noiva (não necessariamente aquela que estiver usando no dia do enlace).

Fica aí a minha sugestão para a modernização dos costumes e a consolidação da igualdade de direitos entre os sexos também no dia da celebração do casamento. Pelo menos servirá para descontrair os noivos, certamente bastante preocupados com a noite de núpcias, quando dois terão de ser um, para felicidade própria e dos filhos que virão. É como diz o ditado: “o amor e a alegria são os elementos básicos para conquistarmos amizades e paz interna. Demonstre amor e alegria em todas as oportunidades, para conquistar a sua própria felicidade”.

(Fartura/SP - maio de 1993)

 

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