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Olha aí, Sizão, o Lesminha nos deixou

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Amizade, acabo de chegar de viagem, corro para o computador e encontro uma mensagem começando com a frase que inicia este texto. O Lesminha mencionado no e-mail do amigo jornalista e apresentador José Maria Scachetti era o considerado jornalista Luiz Carlos dos Santos. Ele integrou a equipe que produzia o Jornal de Amanhã, na Rádio Bandeirantes, juntamente com Carlos Gati, redator e apresentador, e Muibo César Cury, também apresentador do mesmo jornal, já falecido. Trabalhei na companhia dessas feras do radiojornalismo até 1988 e graças a eles e aos repórteres da emissora, nosso jornal ganhou o Premio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como melhor programa de jornalismo radiofônico. Se já não bastasse a dor pelo falecimento de um velho companheiro de luta, a tristeza aumentou diante da falta de uma última despedida. O Lesminha partiu na sexta-feira, dia 22, quando eu estava longe de São Paulo, vítima de um infarto fulminante. O corpo foi sepultado no Cemitério Vale dos Reis. em Taboão da Serra. Eu sempre achei que ele nunca iria morrer por causa de problema cardíaco, porque não tinha pressa para nada, daí o apelido de Lesminha. Por ironia do destino, ele não seguiu o conselho que deixei aqui na minha última mensagem: não corra, não mate, não morra. Morreu correndo, mas sem deixar outras vítimas, porque corria atrás de uma bola, coisa que fez a vida toda, mesmo depois de ter colocado umas três pontes de safena, como ele mesmo me informou. Encerrei aquela mensagem implorando: Eu quero te rever, voltar a te abraçar. E continuo querendo, amigo, mas acho que agora vai demorar um pouco mais. Descanse em paz, Luiz Carlos.

 

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