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Porque perder meu sono com isso?

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Amizade, um grande e inestimável amigo dos anos de ouro da Band AM, Luciano do Amaral, lembrou-se deste escriba assim que veio à tona um assunto assaz importante: “Legislação deve restringir noção de uso pessoal de arquivos digitais. No e-mail enviado sábado, 21/01/2012, entre outras considerações, digitou:

“Anexo: Comentário de Daniela Braun na Rádio CBN.

Programa CBN Brasil com Carlos Alberto Sandenberg  20-01-2012.

Ô do Blog, se liga nessa...

 Abs,

LA”.

Ouvi duas vezes o comentário, primeiro porque a CBN tem excelentes profissionais e realiza um bom trabalho jornalístico. E depois, porque o tema abordado tem sido muito comentado e pode ter implicações com o nosso blog. Depois, mandei ao querido Luciano a minha resposta, que reproduzo abaixo:  

“Companheiro,

Obrigado por se lembrar de mim nesta questão. Ouvi atentamente e cheguei à conclusão que poderei driblar essa proibição. Basta colocar nos meus textos frases como: "Estão comentando por aí" que a Petrobrás vai ter sua primeira presidente mulher. Aí, dou o nome da fulana e faço comentários, etc e tal, sem precisar citar nome de qualquer jornal. O que está na boca do povo é de domínio público. Posso também usar a expressão: "Um amigo me contou que o ministro fulano de tal está sendo acusado de entregar muito dinheiro para combater as enchentes no Estado dele, deixando os outros na penúria" e daí por diante. Mais um exemplo: "Repercutiu bastante no meu circulo de amigos que cientistas ingleses acabam de anunciar a cura do câncer. De acordo com os comentários, os pesquisadores testaram seu medicamento em ratos, depois em humanos, durante mais de 10 anos, conseguindo resultados surpreendentes". O que você acha? Vai dar prá alguém me acusar de violação de direitos autorais? Posso também iniciar um texto assim: “O naufrágio do navio italiano abandonado pelo capitão fanfarrão foi o principal assunto durante o almoço lá no boteco que freqüento, na Avenida Cásper Líbero”. E aí, descrevo tudo, comento, encerro e nem cito jornal algum. Você sabe que nós, eu, você e outros leais companheiros, começamos a driblar certas restrições da censura militar lá na Band. Aqui mesmo no blog tem um texto que começa assim “Jornais de amanhã não vão noticiar...”, referente àquela época. Depois, aperfeiçoei meu método lá em Fartura (SP), onde enfrentei alguns aprendizes de coronéis da política, que falavam alto e grosso, mas não produziam nada. Confira a tática: "Um passarinho me contou que ouviu certa pessoa comentar que o despreparado fulano de tal pretende ser candidato a prefeito". Se houve calúnia, foi cometida pela ave que, num momento de distração, foi devorada pelo gato do vizinho. E então, como posso ser acusado? Nem o pássaro, nem o gato eram meus! Acho que, sem corpo presente, sou inocente.

Sacou como nós, da velha guarda, temos munição prá encarar mais essa parada? Vamos peitar mais esta luta. Este é um desafio que pode deixar nosso blog mais contundente e irreverente.

Abs,

Size”         

 

 

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