Adbox

Quem sou eu?

LightBlog

Amizade, dia desses, faltando cerca de dois meses para completar 4 anos de residência em Itanhaém, fiquei surpreso, emocionado e comovido com dois acontecimentos aparentemente simples mas que, interligados, me pareceram inusitados.

Primeiro, porque  um amigo recente, de conversa de botequim, disse-me que ouviu o jornalista José Paulo de Andrade falar a meu respeito, dias atrás, no programa “Pulo do Gato”, um dos mais tradicionais programas radiofônicos do Brasil, referência no jornalismo brasileiro. É o programa de rádio há mais tempo no ar, no País, sob o comando de um único apresentador, desde sua criação. E José Paulo de Andrade foi, por longa data, Diretor de Jornalismo da Rádio Bandeirantes AM, principalmente durante alguns anos do regime militar e o início do movimento sindicalista do ABC, sob o comando de Luíz Inácio Lula da Silva. E nos anos 1980 eu tive a responsabilidade de substituí-lo no cargo nas suas férias ou viagens a serviço da emissora. Além disso, ele ainda é apresentador de outro programa  Bandeirantes Gente, ao lado de outro grande jornalista, Salomão Ésper, que já foi superintendente da Band AM, numa época em que tínhamos orgulho de sermos chamados de “Famila Bandeirantes“.

Aqui, é necessário abrir um parêntesis: deixou saudades a abertura do Bandeirantes Gente de autoria de outro grande e inesquecível jornalista, Gonçalo Parada, que tinha uma enorme criatividade, a ponto de divulgar o resultado do jogo do bicho diariamente, sob o nome de “O que deu no poste”. Foi este companheiro de redação e de boteco que me induziu a apreciar o chamado “rabo de galo”, com Cynnar, aguardente e gelo, porque não consegui a saborear o seu aperitivo preferível, o Campari, amargo e intragável para o meu gosto.

O outro episódio marcante, ocorrido em seguida, no mesmo local, foi ser pomposamente saudado pelo atendente do meu boteco preferido, um jovem de uns 22 anos, pelo meu nome de batismo completo: olá, Sizemar Sebastião Silva! Isso mesmo: citou o Sebastião, nome do meu santo padroeiro, que sempre deixei em segundo plano, porque não considerava nada artístico. Mas, amizade, soou tão bem, mexeu com meus sentimentos, fez os olhos lacrimejarem.

Enfim, depois dessas manifestações de apreço, amizade e carinho, quase aos 70 anos de idade, começo a achar que não passei pela vida em vão, pois encontro gente que sabe quem eu sou.

Jornalista, até morrer, com muito orgulho!

0 Comentário(s):

    Ainda não há comentários.