Adbox

Amizade, que pancada!!!

LightBlog

Aconteceu dias atrás, aqui em Itanhaém, com o seguinte resultado: onze pontos no meu couro cabeludo e mais seis na minha mão direita, entre o dedão e o indicador. Até que não doeu, mas deixou muito sangue pelo chão, preocupação de quem testemunhou e presença de guarnição da Polícia Militar e do Samu.

Entre mortos e feridos, só eu, que sobrevivi para contar a história, parecida com aquele dito popular que diz “não meta o bico em briga de marido e mulher”.  A bem da verdade, nesse episódio, nem havia envolvimento direto de mulher, mas a minha primeira dama tinha que atender a um compromisso, deu a partida no carro e eu abri o portão. Eis que senão quando, avisto um quiproquó na esquina da rua, duas casas além da minha.

A cena envolvia dois pedreiros que dialogavam com um daqueles conhecidos catadores de materiais recicláveis, que circulam pelo município com seus carrinhos de mão. E o tal “catador” estava super alterado, gritava com os pedreiros e jogava no leito da Rua Paraíso blocos de concreto de tamanho considerável que tirava da caçamba do seu “carrinho”. Alertei a primeira dama prá evitar aquela esquina, porque o nosso “Pois é” poderia ser atingido por uma pedrada.

Depois que ela partiu na direção oposta, fui perguntar aos pedreiros o que estava acontecendo. Apurei que o “catador” havia sido contratado para recolher o entulho da obra, mas depois ficou desconte com o preço do “frete”, exigiu aumento e, não atendido, passou a despejar tudo em plena via pública.

Então, sugeri ao “catador” que devolvesse o entulho à calçada, porque despejá-lo na via pública atrapalharia o tráfego de veículos. O “cidadão”, “vítima da sociedade insensível”, prá lá de drogado, sacou uma faca enorme e ameaçou esfaquear eu e os pedreiros. Conversa vai, conversa vem, ameaça daqui, reação dali, deixei o local dos fatos e fui prá casa.

Foi entrar no quintal e ouvi o forte baque. Virei e avistei um grande pedaço de concreto com tijolo no piso da garagem. Quando fui até o portão o “catador” gritou, entre outras ofensas contra mim e a minha mulher, que agora que sabia onde eu morava, ia infernizar a minha vida.

Aí, amizade, não tem como não reagir. Era abuso e provocação demais com o testemunho de toda a vizinhança. Peguei um cano de ferro e fui prá cima dele, que recuou e deixou a faca de lado. Só que pegou um pedaço de concreto e lançou na minha direção. Não deu pra sair da frente, mas minha experiência de mais trinta anos como goleiro permitiu que minhas mãos desviassem a trajetória do petardo. Mesmo assim, fui atingido, ferido e sangrei. Já o bandido armado com faca, disfarçado de “catador de recicláveis”, pegou seu carrinho e desapareceu, enquanto eu fui parar na UPA.

Passados vários dias, ele não voltou prá “infernizar a minha vida” porque, mesmo drogado, deve ter consciência de que fez uma grande “cagada”. E eu vou sugerir à Prefeitura que cadastre os puxadores de carrinhos de recicláveis, bem como faça blitz para verificar a “mercadoria” que transportam, porque já testemunhei três deles portando facas. Vão usá-las contra quem?

E para tranquilizar os herdeiros das minhas dívidas, qualidades e defeitos, eu prometo ficar à distância de quiproquós semelhantes, mas não me furtarei de ligar para a Polícia, nem de testemunhar contra os encrenqueiros, para que sejam devidamente responsabilizados pelos seus atos.

Acovardar, jamais.

 

0 Comentário(s):

    Ainda não há comentários.