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Não sei o que dizer sobre Joelmir Beting

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Não é novidade dizer que o jornalista que morreu nesta quinta-feira, aos 75 anos, em São Paulo, revolucionou a cobertura da economia no jornal, no rádio e na televisão. E também já escreveram que foi ele que traduziu em linguagem comum o dialeto do economês que só os iniciados eram capazes de entender.

Eu tive o privilégio e a honra de desfrutar da companhia e da sabedoria de Joelmir Beting na década de 1980, na Rede Bandeirantes de Rádio e  TV. O Jornal de Amanhã, do qual eu era o editor, sempre contava com um comentário dele e cuja chamada era escrita por mim. Era um desafio diário apresentar para os ouvintes a opinião dele, sem tirar o impacto do seu conteúdo.

Não foram poucas as vezes que  encontrei nos corredores da Band AM Lucila, sua mulher, com quem foi casado durante 49 anos. Algumas vezes, estava acompanhada de um garotinho. Seria o Mauro Beting, o agora também respeitável jornalista, que publicou uma carta na internet em homenagem ao pai? Ele também leu o texto ao vivo na Rádio Bandeirantes.

E eu, sem palavras para retratar com fidelidade a figura de Joelmir Beting, seja como pessoa, amigo e profissional, recorro ao texto do seu filho Mauro: "Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa. Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas”.

Joelmir, mais que um bom profissional eu, Sizemar Silva, jornalista, graças a Deus, tento ser o que você foi: uma grande pessoa.

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