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O blog renasce em Itanhaém

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Amizade, graças a um convite que me deixou muito honrado, fiz uma palestra para um grupo de alunos da E.E. Prof. Silvia Jorge Pollastrini, no bairro Belas Artes, em Itanhaém.
Fui lá para falar, dentro do Projeto Sala de Leitura, para os adolescentes participantes de um concurso literário promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Foi gratificante voltar a uma sala de aula, como se transformou a bem cuidada biblioteca da escola, e verificar o interesse não apenas dos estudades, mas também de mães e pais, pela palestra de um ilustre desconhecido. O motivo da minha volta à escola, aos 69 anos, foi para explicar como virei um escritor, embora tenha publicado apenas umas poucas crônicas, a primeira delas no livro "Conte sua história de São Paulo" (Editora Globo), a segunda no livro "Histórias que queremos contar" (Editora Casa da Cultura) e algumas outras aqui neste blog.
Depois de explicar brevemente como me envolvi com o jornalismo, a partir dos 16 anos de idade, passei a falar sobre a experiência como escritor casual, ressaltando a importancia da vida escolar, o interesse pela literatura, o aperfeiçoamento do vocabulário e a capacidade de reconhecer uma boa história para ser contada. Recomendei perseverança, persistência e teimosia para enfrentar o desafio perseguido: a publicaçao de um simples texto ou de todo um livro. E lembrei que também é preciso ter sorte para encontrar uma editora ou uma pessoa disposta a perder seu tempo com um ilustre desconhecido que acredita que pode virar escritor. Revelei que é possivel pagar para uma editora publicar sua obra e sair por aí vendendo os exemplares contratados em seu circulo de familiares e amigos, mas dá trabalho e talvez nem todos sejam vendidos e o autor tem que enfrentar o prejuizo financeiro. É neste caso que o fator sorte pode aparecer, na pessoa de alguem que comprou um exemplar, achou que a obra tem potencial e, tendo algum conhecimento na área editorial, busca abrir uma porta para o seu autor.
Muito mais foi dito, respondi a várias perguntas de estudantes e pais, assisti um vídeo em que os estudantes falavam sobre a obra que inscreveram no concurso da Secretaria da Educação e que já tinha passado para a segunda fase do evento. Ouvindo-os falar, percebi que estavam em fase de mudança de voz e me atrevi a lhes dar uma dica de como melhorar a dicção, para melhor compreensão dos ouvintes. Afinal, nem todos podem virar escritores, mas muitos tem a possibilidade de se transformarem em bons contadores de histórias.
Foi uma tarde de sexta-feira em que, com 46 anos de jornalismo atuante, se pude ensinar alguma coisa, aprendi muito mais com um seleto grupo de estudantes adolescentes focados num projeto que deve ser abraçado por toda a comunidade da escola que frequentam. Fui recepcionado com muita atenção e cordialidade pelas professoras Eliane Aparecida Alves, coordenadora da escola, e Cristian Teodoro, responsável pelo Projeto Sala de Leitura, num evento que marcou a reinauguração daquele espaço cultural e apresentação das atividades do 1º semenstre. Enquanto esperava o início da palestra, passei bons momentos na Sala dos Professores, na companhia de educadores simpáticos, comunicadores e antenados.
Faço referência especial à primeira dama do meu barraco, a professora Maria do Carmo Romero, que falou sobre esse escriba na escola e acabou abrindo a porta para que eu vivesse mais esta nova e produtiva experiência de vida.     

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