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Transplante inédito de células-tronco obtém êxito no Brasil

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O procedimento para tratamento da doença de Crohn foi realizado pela equipe de cirurgiões da Associação Portuguesa de Beneficência, de São José do Rio Preto (SP). A enfermidade, que causa a inflamação do aparelho digestivo e não tem cura, atinge 5 milhões de pessoas em todo o mundo, e em seu estágio mais avançado pode levar à morte.

O primeiro transplante de células-tronco do País, realizado em 14 de outubro de 2013, só foi divulgado agora porque os médicos queriam ter certeza da recuperação da paciente, a estudante de farmácia Giselle Gomes, de 29 anos. Ela não toma medicamentos desde que saiu da cirurgia há oito meses. Mas o transplante só pôde ser realizado porque a Justiça deu ganho de causa a ação ajuizada por Giselle e determinou que a cirurgia fosse paga pelo seu plano de saúde.

O transplante seguiu protocolo da Universidade de Chicago, que realiza o mesmo tipo de cirurgia no North Western Memorial Hospital, da cidade americana.  O responsável pela cirurgia, recomendada pelo gastroenterologista Luiz Kaise Júnior, foi  o hematologista Milton Ruiz, coordenador da unidade de transplantes e de terapia celular da Associação.  Médicos da entidade viajaram para os Estados Unidos  e médicos de lá vieram ao Brasil para viabilizar o transplante.

Em 80% dos casos, a doença de Crohn leva às intervenções cirúrgicas e em 33% à morte. A cirurgia abre perspectivas para que outros pacientes de Crohn no Brasil possam reivindicar o mesmo tratamento, mas é necessário ajuizar ação judicial, pois ele ainda não consta no rol dos transplantes autorizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não está na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS) de doenças assistidas pelas operadoras particulares.

Fonte: estadão.com/saude

 

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